Segunda-feira, Dezembro 11Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias.- Harry Benjamin

Doença de gato no olho

Doença de gato no olho como é conhecida.

Mas cujo o termo correto é  toxoplasmose

Mas afinal o que é a Toxoplasmose?

A toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, sendo uma zoonose cosmopolita causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e infectante para diversos mamíferos. Ocorre em animais de estimação e de produção, incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (bovinos, suínos, cabras, etc.)

Acarreta seriamente às gestações, gerando abortos e nascimento de fetos mal formados. A toxoplasmose congênita pode-se apresentar com formas graves ou com sequelas graves tardias, mesmo em crianças assintomáticas ao nascimento. O diagnóstico oportuno da infecção permite o tratamento adequado da gestante, capaz de reduzir a gravidade das sequelas da toxoplasmose no feto. Porém, permanece elevada a frequência de gestantes susceptíveis a essa infecção no país.

O gato e outros felinos, que são os hospedeiros definitivos, estão relacionados com a produção e eliminação dos oocistos (ovos) e perpetuação da doença, uma vez que somente neles ocorre a reprodução sexuada dos parasitos. Eles ingerem os cistos que estão nos tecidos dos animais homeotérmicos, principalmente dos ratos e pássaros. Após essa ingestão, passam a eliminar nas fezes os oócitos não esporulados por um período em média de quinze dias, sendo que provavelmente esta será a única vez durante a vida que esse gato irá eliminar os oócitos não esporulados. No ambiente, através de condições ideais de temperatura, pressão, oxigenação e umidade, os oócitos levam de 1 a 5 dias para se esporular e se tornarem infectantes.

 

Progressão e sintomas

Se a infecção se der durante a gravidez (o que ocorre em 0,5% das gestações), os parasitas podem atravessar a placenta e infectar o feto, o que pode levar a abortos e a malformações em um terço dos casos, malformações como hidrocefalia, podendo também ocorrer neuropatias e oftalmopatias na criança como défices neurológicos e cegueira, mas se a infecção tiver sido antes do início da gravidez não há qualquer perigo, mesmo que existam cistos.

Na toxoplasmose ocular os sintomas dependem da localização, do tamanho, do número das lesões e da intensidade da vitrite associada às formas agudas. A sua localização mais frequente é na retina.

Em algumas fases da doença pode ser assintomática, noutros casos, pode verificar-se os seguintes sinais e sintomas:

Diminuição da visão ou visão turva;
Fotofobia (sensibilidade à luz);
Dor ocular;
Corpos flutuantes (“moscas volantes”);
Dismetamorfopsias (alteração nas formas).

Os cistos contêm uma forma infectante do parasito, que é o bradizoíto, e em vez de se reproduzir rapidamente, formaram antes estruturas derivadas da célula que infectou, forte e resistente, cheia de liquido e onde o parasita se reproduz lentamente. Os cistos crescem e podem afetar negativamente as estruturas em que se situam, mais frequentemente músculos, o cérebro, no coração ou na retina, podendo levar a alterações neurológicas, problemas cardíacos ou cegueira, mas geralmente sem efeitos nefastos.

Os cistos permanecem viáveis por muitos anos, mas não se disseminam devido à imunidade eficaz ganha pelo portador, inclusive contra mais oocitos que possam ser ingeridos. Se o indivíduo desenvolver ou for medicado para imunodeficiência, como após transplantes de órgãos, doenças auto-imunes ou na SIDA/AIDS, as formas ativas podem ser reativadas a partir dos cistos, dando origem a problemas sérios, com sintomas como exantemas (pele vermelha), pneumonia, meningoencefalite com danos no cérebro e miocardite, com mortalidade alta.

Diagnóstico

O diagnóstico é pela sorologia, ou seja, detecção dos anticorpos específicos contra o parasita, como as imunoglobulinas IgM, que só existem nas fases agudas, e IgG que está aumentada na fase crônica da doença.

Na maioria dos casos não é necessário tratamento já que o sistema imunitário geralmente resolve o problema. Na gravidez ou em imunodeprimidos usa-se espiramicina, pirimetamina e sulfadiazina, para controlar a multiplicação do Toxoplasma gondii.

Clinicamente é difícil fazer o diagnóstico porque os casos agudos podem levar à morte ou evoluir para a forma crônica. Esta pode assemelhar a outras doenças (mononucleose, por exemplo).

Prevenção

As gestantes devem evitar o contato com fezes de gatos, pois estas podem conter oocistos, não ingerir água de origem desconhecida e sem estar fervida, nem carne crua ou mal cozida durante a gravidez. No caso dos gatos, lavar as caixas com água e sabão, e trocar a areia das caixas com frequência, pois as fezes deixadas muito tempo na caixa tem um poder contaminante maior.

Deve-se sempre usar luvas ou lavar bem as mãos e passar alcool 70% após manipular a areia. Alimentar os gatos com comida enlatada, ração, água fervida ou filtrada, não lhes permitir caçar animais também reduz o risco e nunca alimentá-los com carne crua ou mal passada.

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